O diagnóstico inicial para o Transtorno do Espectro Autista se dá após os 2 anos de idade, podendo já ser inicialmente observado a partir de 1 ano e meio, pois é possível notar comportamentos peculiares que podem levar os pais, cuidadores e professores à dúvidas quanto a sua condição. O diagnóstico precoce é muito importante nesse momento.
As avaliações iniciais são realizadas por especialistas da área clínica como fonoaudiólogo, psicólogo e o neuropediatra que fechará o diagnóstico e encaminhará a criança para as devidas intervenções. As intervenções podem ser feitas por um ou mais especialistas dependendo do grau em que a criança se encontre. Quanto mais cedo se iniciam as intervenções maiores são as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa.
As crianças com TEA apresentam deficit significativos (conforme o grau do transtorno) no comportamento e na comunicação social . Podemos apontar algumas características do Autismo para uma avaliação:
- Não interage com outras crianças, preferindo o isolamento;
- Tem preferência por alguns brinquedos e costuma alinhá-los;
- O contato visual é de no máximo 2 segundos;
- Costuma fazer gestos repetitivos;
- Quando chamado pelo nome não atende;
- A comunicação não se faz através da fala e gestos que possa identificar o seu desejo, mas em levar o adulto até o local para pegá-lo pra ele;
- Não responde os estímulos para imitação;
- Outros sintomas
- Atraso nas etapas do desenvolvimento e irregularidades em interações sociais, atenção, comunicação, além de rigidez cognitiva e hiperatividade;
- Prejuízo qualitativos na comunicação, atrasos e anormalidades na linguagem e fala;
- Apresenta estereotipias motoras, distúrbios comportamentais graves, acessos de raiva e sensibilidade anormal a estímulos sensoriais;
- As crianças autistas aprendem de uma forma específica aquilo que as outras aprendem normalmente;
- Ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise.
É importante que os pais e responsáveis fiquem atentos aos primeiros sinais de anormalidade, para que se tomem as devidas providências no que tange o bem estar e o desenvolvimento integral da criança.
Fonte: Revista Elos, março/abril-2020; Faculdades Metropolitana – Autismo: Educação e o Processo de Aprendizagem, janeiro/2020