A linguagem é essencial para o desenvolvimento do ser humano. Pode-se dizer, que foi através dela que a humanidade conquistou a sua evolução em diferente aspectos e para o indivíduo autista não é diferente.
A aquisição da linguagem está intimamente ligada ao funcionamento neurológico uma vez que este é o substrato do desenvolvimento cognitivo. O cérebro de um indivíduo com TEA não consegue processar a linguagem da mesma forma que os indivíduos com desenvolvimento normal.
Devemos levar em conta, que a linguagem não se trata apenas de uma ferramenta, mas de um manifesto em que o corpo busca diferentes formas de expressão. Se pensarmos nos diferentes mecanismos da linguagem veremos que saber identificar, reconhecer e compreender essas manifestações é fundamental para auxiliar o sujeito com TEA na construção da sua linguagem. Sendo que, a linguagem corporal é importante para a construção da comunicação.
Dificuldades de crianças com TEA
- Reorganizar palavras, muitas vezes não sendo capazes de formar frases estruturadas.
- Podem reconhecer as palavras, mas apresentam dificuldade ao reinterpretá-las ou recontextualizá-las, ou seja, não são capazes de narrar uma história que ouviram anteriormente.
- Existe a presença da Ecolalia, que é a repetição de sons ou palavras muitas vezes involuntárias extraídas do discurso de outra pessoa, de uma música ou de algo que esteja vendo na televisão. Esse é um sintoma recorrente no indivíduo com TEA.
- Eles podem não compreender o significado das figuras de linguagem, não sendo capazes de contextualizar o significado de metáforas ou ironias, por exemplo.
- Podem apresentar dificuldades em manter o foco da conversação, perdendo frequentemente o fio da meada da conversa.
- Desenvolvem a linguagem verbal e não verbal de acordo com cada caso.
É importante lembrar, que essas dificuldades ocorrem em maior ou menor intensidade de acordo com o grau de transtorno apresentado pelo indivíduo. Cada caso apresentará respostas diversas e em tempos diferentes ao tratamento, mas na maioria das vezes os indivíduos fazem progressos com a continuidade de um acompanhamento fonoaudiológico, neurológico e psicopedagógico.
Fonte: Faculdade Metropolitana, Extensão – Autismo: Educação e o Processo de Aprendizagem